quinta-feira, 21 de junho de 2012
MENSALÃO E PIZZA
A afirmação ocorreu depois de o ministro ser questionado sobre as declarações do ex-deputado cassado José Dirceu, um dos 38 réus do processo. Dirceu declarou no 16º Congresso da União da Juventude Socialista, há duas semanas, temer que o mensalão fosse julgado pelo STF de forma política.
“Todos nós temos essa compreensão. Por mais intensa e densa que seja a ambiência política de um processo, o julgamento só pode ser técnico, em cima das provas dos autos, objetivamente”, disse Ayres Britto
O prazo para que o ministro Ricardo Lewandowski entregue o processo revisado termina no próximo dia 30. Segundo Ayres Britto, no entanto, Lewandowski, por enquanto, ainda não informou a data exata que isto será feito.
“Ele (Lewandowski) anunciou por um porta voz do gabinete dele que liberaria o processo para pauta de julgamento ainda no mês de junho. Estamos no aguardo de que o faça”, disse.
Ayres Britto afirmou que o processo vai ser julgado apenas em agosto. ”O calendário já levou em consideração a complexidade do caso”. Segundo o planejamento aprovado, haverá sessões plenárias diárias entre 1º e 14 de agosto, com duração de cinco horas. No primeiro dia, o relator, ministro Joaquim Barbosa, vai ler um resumo do relatório, com cerca de três páginas. Em seguida, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, terá cinco horas para fazer a sustentação oral. Nos dias seguintes, a defesa de cada um dos 38 réus fará a sustentação oral.
Cada advogado terá uma hora para isso. A partir do dia 15 de agosto, as sessões ocorrerão três vezes por semana para que os ministros votem, a começar por Barbosa. Serão encontros na segunda, quarta e quinta-feira.
sábado, 23 de julho de 2011
FALTA GENTE

Não é a falta de equipamentos pesados ou o custo dos insumos o que mais preocupa o setor da construção pesada, e sim a falta de mão de obra qualificada. Um estudo inédito da Associação Brasileira de Tecnologia em Equipamentos e Manutenção (Sobratema), feito com base nos números de produção e venda de máquinas e em demandas como as obras da segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), aponta que até 2015 a quantidade de máquinas pesadas para infraestrutura com até dez anos de uso no Brasil passará dos atuais 146 mil para 313 mil – fora as máquinas para agricultura, mineração etc. Se isso ocorrer, estima-se que serão necessários mais de 160 mil novos operadores para cada uma dessas novas máquinas, além de cerca de 40 mil engenheiros e técnicos gestores – para cada quatro equipamentos precisa-se de, ao menos, um desses profissionais.
“Em um cenário em que já sofremos com a escassez de pessoas qualificadas, isso é bastante preocupante, sem contar os trabalhadores necessários para a manutenção e o mercado de reposição de peças dessas máquinas”, alerta o coordenador de pesquisa da Sobratema, Brian Nicholson.
No Paraná, setor está travado
Diferentemente do boom que vive a construção civil, a falta de projetos e a demora na abertura de licitações estão travando o setor de infraestrutura – a chamada construção pesada – no Paraná. O setor pede mais celeridade ao governo estadual na elaboração de projetos, orçamentos e também na criação de um instrumento legislativo que permita logo a realização de parcerias público-privadas, já que faltam recursos próprios para as intervenções necessárias.
Dificuldade de adaptação e distância da família afastam operários
Telêmaco Borba - De acordo com o engenheiro civil Wagner Nunes Martins, gerente de concreto na obra da Usina Hidrelétrica de Mauá – que está sendo erguida entre Telêmaco Borba e Ortigueira, nos Campos Gerais –, um dos motivos para a escassez de mão de obra na construção pesada é a dificuldade de adaptação. “Nosso índice de acidentes de trabalho está bem abaixo do que o admitido pelos padrões nacionais, mas o fato de trabalhar em grandes alturas às vezes assusta um pouco e afasta alguns trabalhadores”, afirma.
São trabalhadores com conhecimento técnico mais apurado que os da construção civil e, por isso, mais “caros”. Enquanto um trabalhador da construção civil ganhou, em média, R$ 1.242 por mês em 2010, o do setor de infraestrutura recebeu R$ 1.707, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
É essa alta remuneração da construção pesada – que pode chegar a R$ 4 mil no mercado – que está atraindo mais pessoas, ainda que em ritmo mais lento que outros setores. Nos últimos 12 meses, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, os oito segmentos que correspondem ao setor de infraestrutura cresceram apenas 2,77%, frente aos 8,08% da construção como um todo e 6,41% do total do mercado formal. No Paraná, o crescimento geral foi de 3,43% no mesmo período, mas, no segmento que envolve rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais, houve descrécimo de 13% – um dos indícios da falta de obras no estado (leia mais nesta página).
Capacitação
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado do Paraná (Sintrapav-PR), Raimundo Ribeiro dos Santos Filho, conhecido como Bahia, diz que tem enfrentado dificuldades na aplicação de recursos públicos para a capacitação dos trabalhadores da área. “Normalmente esse treinamento se daria pelos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), mas algumas exigências, como a priorização de beneficiários do Bolsa Família, dificultam tudo. Deveria haver uma flexibilização dessas regras para capacitar quem está atuante, na obra, e também um incentivo maior ao investimento das próprias empresas nessa capacitação.”
Diante das possibilidades futuras da construtora JMalucelli – ela está de olho nas novas rodovias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em todo o país, no novo leilão de hidrelétricas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e nas obras de expansão de ferrovias, sob o comando da estatal federal Valec –, o diretor Celso Jacomel Junior, concorda que as empresas precisam investir no treinamento dos funcionários, mas reclama da carga tributária e de outras exigências da CLT. “Quando vemos o Brasil como um todo, não só na construção, mas em outros setores, vemos que já passou da hora de revisar parte das regras trabalhistas, desonerando o empregador.”
Falta de união
Laertes Vieira, gerente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Rio Branco do Sul – unidade que concentra a maior parte da formação da construção pesada pela entidade no estado –, diz que falta união do segmento para a capacitação de trabalhadores. A exemplo do fizeram os setores de vestuário e fabricação de cimento, ele diz que as empresas de construção pesada também deveriam se unir, em um pacto por capacitação, pontuando suas necessidades em números e destinos.
Para a operação de diferentes máquinas, de caminhões basculantes a empilhadeiras, a unidade de Rio Branco do Sul forma de 300 a 400 trabalhadores por ano. “Estamos investindo nisso, agora também com simuladores para as aulas e com planos de introduzir cursos também para retroescavadeiras e escavadeiras. Mas só a união do empresariado vai nos dar o tamanho certo da demanda.”
GAZETA DO POVO
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Conselho de Ética recebe denúncia contra Derosso
Francisco Garcez, presidente do Conselho: há muita disposição “em realizar um trabalho sério”O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), foi denunciado ontem no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. O vereador foi acusado de ferir os princípios constitucionais de probidade administrativa e da publicidade, por contratar empresa pertencente a sua esposa e não dar informações devidas sobre a licitação para contratação de empresa de propaganda, respectivamente.
A denúncia foi protocolada pelo economista Everton de Andrade. De acordo com ele, a acusação formal foi motivada pela indignação após ler matérias sobre o caso. “Os jornais apresentaram indícios gravíssimos. Diante disso, considerando que eu tenho o direito de fazer uma denúncia ao conselho, decidi entrar com uma ação”, afirma. Everton diz não ser filiado a nenhum partido e não ter nenhuma ligação com a Câmara ou com qualquer órgão público.
O presidente do Conselho, o vereador Francisco Garcez (PSDB), confirmou ter recebido a denúncia e convocou reunião extraordinária para amanhã, às 10h. Garcez preferiu não comentar o assunto. “Não posso comentar antecipadamente por uma questão ética. Ainda não dei ciência aos colegas do teor da denúncia”, explica.
Garcez é proprietário licenciado do jornal Folha do Boqueirão, que recebeu da Câmara recursos de publicidade nos últimos anos (o valor não foi divulgado). Apesar disso, o vereador reforça que não há conflito de interesses – até porque, segundo ele, a quantia recebida é “mínima”, comparada ao todo. “Julgar os colegas é sempre uma missão espinhosa, mas vejo muita disposição de todos os membros do conselho em realizar um trabalho sério”, afirma.
Entenda o caso
Em 2006, a Câmara abriu licitação para contratar serviços de comunicação social. Duas empresas venceram a licitação: Oficina de Notícias, empresa da esposa de Derosso, Cláudia Queiroz Guedes, e Visão Publicidade. O aviso de licitação foi publicado apenas no Diário Popular, de circulação reduzida, e apenas as empresas vencedoras participaram. Inicialmente, o contrato era de R$ 5,2 milhões para cada uma, mas os aditivos elevaram o valor máximo para R$ 30,1 milhões. De 2006 até agora, foram usados R$ 31,9 milhões – R$ 5,1 milhões para a Oficina de Notícias e R$ 26,8 milhões para a Visão Publicidade.GAZETA DO POVO
terça-feira, 19 de julho de 2011
GRANDES DITADOS POPULARES
“Todas as lindas flores e os suculentos frutos do futuro dependem das sementes plantadas hoje.”
Provérbio Chinês
“Temos duas orelhas e uma só boca, justamente para escutar mais e falar menos.”
Fenon de Citon
“Pouco se aprende com a vitória, mas muito com a derrota.”
Provérbio Japonês
“Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que o silêncio.”
Provérbio Indiano
” Vale mais a pena ser um sábio calado do que um papagaio mal informado.”
Provérbio Chinês
“Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso de uma mulher para se formar um lar.”
Provérbio Chinês
“Falem bem, falem mal, mas falem de mim.”
Provérbio Chinês
“Sorria para a vida! Ela também lhe sorrirá.”
Adágio Popular
“A fortuna bate sempre a porta de quem sorri.”
Provérbio Oriental
“Um coração alegre faz tão bem quanto os remédios.”
Provérbio Oriental
“Sofre muito menos, quem aprende à custa dos erros alheios.”
Adágio Popular
“A palavra vale prata. O silêncio vale ouro.”
Adágio Popular
“Quem não vive para servir, não serve para viver.”
Adágio Popular
“Se você cair 7 vezes, levante-te 8.”
Provérbio Chinês
“Tu é senhor do teu silêncio e dono da tua palavra.”
Provérbio Romano
“Amanhã é sempre o dia mais ocupado da semana.”
Ditado Espanhol
“Nem tudo que reluz é ouro.”
Adágio Popular
“Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier.”
Provérbio Chinês
“Quem espera por sapatos de defunto toda vida anda descalço.”
Adágio Popular
“A verdade é um espelho que caiu das mãos de Deus e se quebrou. Cada um recolhe o pedaço e diz que toda a verdade está naquele caco.”
Provérbio Iraniano
segunda-feira, 18 de julho de 2011
FRAUDES E MAIS FRAUDES
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou nesta segunda-feira ao Grupo Estado que há um processo administrativo aberto para investigar a suspeita de fraude na licitação de R$ 18,9 milhões vencida, em setembro do ano passado, pela Tech Mix, uma empresa de fachada, conforme revelou a edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o Dnit, o processo foi aberto após denúncia do segundo colocado em relação a documentos da Tech Mix referentes a atestados de capacidade técnica. A empresa teria falsificado certidões do Conselho Regional de Administração de Goiás.
O Dnit negou qualquer irregularidade na concorrência vencida pela Tech Mix. Oito empresas que ofereceram um preço menor foram desclassificadas pelo órgão do Ministério dos Transportes. "A desclassificação das empresas em colocação anterior à vencedora ocorreu pela não apresentação de propostas compatíveis", informou o Dnit em nota.
A edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que o dono da Tech Mix, Luiz Carlos Cunha, é marido de Alcione Cunha, dona da Alvorada Comércio e Serviços, empresa que nos últimos nove meses ganhou dois contratos, que somam R$ 13 milhões, sem licitação com a Valec Engenharia. Os contratos do Dnit e da Valec com essas empresas são assinados pelos diretores envolvidos nos escândalos de corrupção nos Transportes.domingo, 17 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
14 DE JULHO
- 939 - É eleito o Papa Estêvão IX.
- 1099 - Os exércitos cristãos tomam Jerusalém, durante a Primeira Cruzada.
- 1570 - O papa São Pio V publica o Missal Romano do Concilio de Trento (a Missa tridentina) com a bula pontifícia Quo Primum Tempore
- 1774 - Fundação do município de Campinas
- 1789 - Início da Revolução Francesa: Parisienses tomam a Bastilha, prisão do regime monárquico, e libertam sete prisioneiros políticos.
- 1867 - O químico sueco Alfred Nobel faz a primeira demonstração da dinamite.
- 1881 - Billy the kid é morto por Pat Garrett em Fort Sumner.
- 1899 - Luiz Galvez declara a criação do Estado Independente do Acre
- 1909 - Inauguração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro
- 1915 - É fundado o América Futebol Clube na cidade de Natal (RN).
- 1933 - O partido nazista da Alemanha fecha as agremiações de oposição e começa a perseguição aos comunistas.
- 1951 - A CBS, rede americana de TV, transmite o primeiro programa esportivo em cores: uma corrida de cavalos.
- 1958 - O rei Faisal II, do Iraque, e sua família são executados por militares em Bagdá, cinco meses depois de assumir o trono do país.
- 1965 - O satélite americano Mariner 4 é o primeiro a mandar para a Terra fotografias do planeta Marte.
- 1979 - Primeiro concerto ao vivo de Jean Michel Jarre e o primeiro a entrar para o Guiness Book por maior platéia sendo realizado em Place de la Concorde em Paris onde interpretou temas de Oxygene e Equinoxe, seus primeiros álbuns de sucesso mundial.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Lembrando dos agricultores

A presidente da República, Dilma Rousseff (PT), lançou nesta terça-feira (12), em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012. Ela confirmou que o governo vai disponibilizar uma linha de crédito de até R$ 16 bilhões para a agricultura familiar e ressaltou a importância desses trabalhadores para acabar com a miséria no país.
Aproximadamente 8 mil pessoas estiveram presentes, no Parque de Exposições Jaime Canet Junior, em Francisco Beltrão. O evento estava marcado para começar às 11 horas, mas começou com quase duas horas de atraso. Dilma discursou por 23 minutos e disse que "o Brasil deve se orgulhar muito de seus produtores".
Para a presidente, com o apoio dos pequenos produtores é possível "acabar com a miséria extrema no nosso país". Ela confirmou que o valor disponibilizado este ano (R$ 16 bilhões) é o mesmo do ano anterior, mas nem todos os recursos foram utilizados na última safra. A estimativa é que, dos R$ 16 bilhões, R$ 5 bilhões tenham "sobrado".
Para que a situação não se repita, o governo vai simplificar as operações de crédito rural. Um exemplo é a redução e unificação das taxas anuais de juros, que agora serão 1% para empréstimos destinados a investimentos até R$ 10 mil e 2% para valores acima de R$ 10 mil. Na safra atual, as taxas variam de 1% a 4%.
A presidente ainda afirmou que, se houver necessidade, o governo federal irá disponibilizar mais recursos para essa atividade familiar. Dos R$ 16 bilhões, R$ 7,7 bilhões são para investimentos e R$ 8,3 bilhões para custeio.
Dilma também quer que a comercialização entre os produtores seja facilitada. Só no Paraná, dos 370 mil produtores rurais, cerca de 85% são de agricultura familiar.
A presidente destinou um total de R$ 300 milhões para a Política de Garantia de Preços Mínimos para a Agricultura Familiar (PGPM-AF). A presidente ressaltou ainda que pediu ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que inclua no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) áreas rurais onde a atividade familiar é atuante.
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), esteve no aeroporto de Francisco Beltrão para recepcionar a presidente e também discursou. Richa ressaltou que as divergências partidárias precisam ser esquecidas nestas horas e disse que o governo do Paraná tem uma relação de cooperação com o governo federal.
A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence e do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Wagner Rossi, também acompanharam a presidente na viagem.
O ministro Afonso Florence destacou que a PGPM-AF irá comprar diretamente dos agricultores com declaração de aptidão do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
A presidente atribuiu ao seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avanços na política agropecuária nacional e voltou a dizer que recebeu uma "herança bendita" da gestão anterior. A expressão já havia sido usada pela presidente nesta segunda-feira (11), em cerimônia de entrega do Prêmio Anísio Teixeira, em uma resposta aos que avaliam que a presidente está se afastando nas últimas semanas do seu padrinho político. "Eu recebi uma herança bendita no que se refere a toda política de desenvolvimento familiar e de toda a atividade agropecuária do Brasil", afirmou.
Agricultores, membros de movimentos sociais, deputados estaduais e cerca de 100 prefeitos estiveram presentes no lançamento do Plano Safra no Sudoeste do estado. Às 15h, Dilma retornou para Brasília.
O lançamento estava marcado para o dia 1º de julho, mas foi adiado em razão do mau tempo.
Plano Safra
O governo vai disponibilizar uma linha de crédito de até R$ 16 bilhões para a agricultura familiar, responsável por dois terços dos estabelecimentos rurais no estado, num sistema de produção considerado modelo para as demais regiões. O valor é o mesmo do Plano Safra anterior, isso porque nem todos os recursos foram utilizados nas últimas safras.
Essa é a primeira vez que um ocupante do cargo de presidente da República visita o município, e também a primeira vez que Dilma vem ao Paraná depois de assumir o mandato. Gazeta do Povo
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Estradas da perdição e da omissão
Jonathan CamposA influência dos portos na prostituição se estende para além do atracadouro. As estradas brasileiras, por onde passam 2 milhões de caminhões por dia, escondem às suas margens 1.820 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes. Mapa da Polícia Rodoviária Federal e da Organização Internacional do Trabalho mostra esses locais na rota dos portos. A exposição diária à prostituição de beira de estrada põe uma parcela desses caminhoneiros como protagonistas da exploração sexual ao lado dos pais das crianças, de policiais corruptos e donos de bares ou boates. Há mais com que se preocupar.
Estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) confirma a presença de crianças e adolescentes em metade dos locais de prostituição de beira de estrada. Quem confirma são os próprios caminhoneiros, numa amostra de 211 entrevistados em todas as regiões do país. Oito entre dez motoristas confirmam a prostituição adolescente, em especial de meninas. É comum caminhoneiro com prostituta na boleia, ou dando carona a crianças e adolescentes, apesar de proibido. Não raro, a viagem acaba em programa sexual. O caminhoneiro pode se tornar ator da exploração mesmo de forma involuntária, apenas por se prestar ao favor da carona.
O pior dos trabalhos
A exploração sexual comercial é a mercantilização e o abuso do corpo de crianças e adolescentes por exploradores, sejam eles na forma de redes local e global, pais/responsáveis ou consumidores de serviços sexuais pagos. Esse tipo de atividade se caracteriza como violação dos direitos da criança, tida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como uma das “piores formas de trabalho infantil”. Existem quatro formas de exploração sexual comercial: a pornografia, o turismo sexual, o tráfico para fins sexuais e a prostituição. Exploração sexual é crime previsto no artigo 244 do Estatuto da Criança e do Adolescente, com pena de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa.
Estudo realizado pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia do Desenvolvimento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) explica que esse tipo de exploração tem caráter formal quando a criança é aliciada/agenciada por um terceiro, que não o cliente dos serviços. Esse intermediário se apropria do lucro obtido com os serviços sexuais oferecidos e há uma relação mais formal entre a criança e o cliente. Já no mercado informal não existe o intermediário, e a criança ou adolescente oferece seu serviço de forma direta ao cliente.
Há ainda uma variante mais flexível da exploração, de forma indireta por parte de quem busca ganhos eventuais com os serviços sexuais de crianças ou adolescentes. Assim, a relação do explorado com seu consumidor final tende a ser menos rígida, na qual o cliente seduz a vítima por meio de promessas de favores, mudança de status e ganhos materiais. O pagamento, muitas vezes, não se dá necessariamente em dinheiro, mas na forma de presentes.
Quem banca
É o cliente que sustenta as redes de aliciadores, traficantes e agenciadores. A conclusão parte de uma lógica simples: mesmo que uma criança se ofereça sexualmente em troca de algo, a exploração não se estabeleceria se não houvesse quem estivesse disposto a pagar pelo serviço. Explorador é quem, através de uma relação de desigualdade de poder, obtém algum lucro pelos serviços sexuais da criança. Cliente é quem tem contato sexual direto com a criança e paga pelos serviços oferecidos.
“Os clientes se relacionam com as crianças e adolescentes, sobretudo, a partir de uma lógica comercial e não pela presença de sintomas que podem ser considerados como um quadro de pedofilia”, salienta a análise comparativa feita pela UFRGS entre caminhoneiros clientes e não-clientes do comércio sexual infanto-juvenil.
A carona em caminhões é um meio de transporte recorrente em várias regiões do país. Muitas vezes, porém, esse tipo de favor camufla a prostituição de beira de estrada. Crianças e adolescentes passam de um caminhão para outro, indo procurar clientes em outras cidades e fazendo programas inclusive com os próprios caminhoneiros. Convém, no entanto, não culpar a todos por causa de uma minoria. A advertência parte de quem já passou pela experiência da generalização.
O verso do espelho
Durante 30 anos a socióloga Marlene Vaz, uma das mais respeitadas autoridades do país no estudo da violência sexual contra crianças e adolescentes, foi uma ferrenha crítica dos caminhoneiros e suas relações com as meninas. Até que, em 2004, num de seus vários estudos, desta vez no Sul da Bahia, ela se deparou com o outro lado do espelho: a condição humana do caminhoneiro. Algo mudou. “Descobri que de nada adiantaria apontar o crime, punir e informar ao caminhoneiro sobre os direitos sexuais das meninas se sua auto estima estivesse em baixa”, concluiu.
A luta de Marlene se deu meio por acaso. Foi em 1974, quando supervisionava uma pesquisa econômica para o IBGE em Candeias (BA), perto de uma refinaria de petróleo. Acabou fazendo um relatório sobre o tráfico de meninas, levadas para lá por caminhoneiros para serem exploradas sexualmente. Dali em diante, Marlene trocou as estatísticas para se dedicar a uma causa mais humana: o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.
Os estudos desta socióloga baiana ganharam projeção internacional e ela se tornou referência no assunto. Agora, um novo viés. “Depois de anos combatendo caminhoneiros e só enxergando um lado do espelho, a face sofrida de minhas meninas prostituídas, hoje vislumbro o outro lado do espelho e vejo a face dos caminhoneiros”, explica. Muitos programas hoje existentes são reflexo dessas três décadas de trabalho, desta vez, voltado não só para as vítimas, mas também para um público potencialmente explorador.
“Temos de arregaçar as mangas e fazer brilhar os dois lados do espelho, porque só assim teremos caminhoneiros protetores dos direitos das crianças e adolescentes e meninas cidadãs plenas de direitos”, diz. Para isso, ela avisa, é preciso que profissionais e empresas que lidam com os estradeiros mudem o conceito e a forma de tratá-los, demonstrem como eles são importantes na geração de renda do país, tudo para elevar sua auto estima pessoal e profissional. Também é preciso ouvi-los e não apenas comunicá-los sobre mudanças que dizem respeito a eles.
Portos e praias lideram incidência de aids
Repletas de marinheiros, caminhoneiros e turistas, cidades portuárias e praianas do Sul e Sudeste do Brasil lideram o ranking nacional de contaminação pelo vírus da aids. Porto Alegre (RS) abre a lista com a maior incidência da doença: 111 infectados para cada 100 mil moradores, 22 vezes acima da média do país. Camboriú (SC) surge em segundo com 91, Itajaí (SC) em quarto com 81, Balneário Camboriú (SC) em nono com 68 e Rio Grande (RS) em décimo primeiro com 60. São Vicente (SP) está em 35.ª lugar com 36 casos, Santos (SP) figura na 39.ª posição com 35 e Paranaguá (PR), a 97.ª colocada, tem 27 contaminados para cada 100 mil pessoas.
Devido ao grande fluxo de turistas, de navios e caminhões, cidades com praia ou porto costumam atrair mais profissionais do sexo. O marinheiro passa dias embarcado e ao descer à terra busca diversão, em geral no sexo. O mesmo acontece com muitos caminhoneiros depois de dias a fio na estrada. O turismo sexual é quase inevitável nas praias brasileiras. Os riscos, portanto, são maiores do que em outras regiões do país. Outro agravante é o fato de, nesses locais, haver uma forte comercialização de entorpecentes, o que aumenta o consumo de drogas injetáveis, comportamento de risco que facilita a proliferação do HIV.
Pelas regiões portuárias, em particular, circula gente de todo o mundo, o que torna ainda mais arriscado abrir mão do sexo seguro. Para pesquisadores da área, a mistura de um vírus tipicamente local com o de outro país pode gerar mutações que dificultem ainda mais a criação de uma vacina anti-HIV específica para aquele país. O Brasil, por exemplo, tinha o vírus tipo B no início da epidemia de aids, mas logo apareceu o tipo C. A grande circulação de pessoas nos portos teria sido determinante para a mutação. Uma responsabilidade a mais para as prostitutas e as redes que exploram sexualmente crianças e adolescentes nesses locais.
Santos já foi a “capital nacional da aids” no final dos anos 80, quando chegou a registrar mais de 100 casos por 100 mil habitantes. O município adotou um programa de prevenção e tratamento nos anos 90, considerado modelo mundial, e conseguiu reduzir essa taxa para 35,6. Há uma década, ônibus eram fretados exclusivamente para levar garotas de programa de São Paulo para Santos, sobretudo na alta temporada de verão. GAZETA DO POVO
sábado, 9 de julho de 2011
Tristeza e Desânimo

O mundo é uma bola, é o que nos lembra quase diariamente Eduardo Almeida Reis. Cartola cantou que a vida é um moinho que tritura os sonhos e reduz as ilusões a pó. Não vou tão longe, mas o que ando lendo nos jornais e na internet me traz um baita desânimo. O que me assusta não é só o que os meios de comunicação informam, mas também os autores das supostas informações. Em todas as profissões, no Brasil e no mundo, existem pessoas honestas e competentes, ao lado de seus contrários. Na avalanche de notícias que recebemos é difícil filtrar e saber o que é verdade, meia verdade ou mentira.
Uma possibilidade, nada desprezível, seria não comprar jornais, desligar as televisões e rádios, ignorar o caos virtual. O que a humanidade já criou, na cultura, preenche mais do que eu posso absorver. Mas eu sou curioso e, enquanto for possível, eu não abandono o barco. Sigo de mãos dadas com meus semelhantes.
Tenho uma regra pessoal para julgar o que se passa ao meu redor. Meu ponto de partida é o que conheço. Um governo é bom ou ruim, para mim, a partir do que ele faz na cultura, por exemplo. Isso não é absoluto, mas é um parâmetro. Lendo jornais e jornalistas, que tratam de todos os assuntos, como saber se eles são confiáveis em suas opiniões e reportagens? Ouvindo os congressistas sobre qualquer assunto, como saber se atrás daquele mandato existe alguém digno e pensante?
A tristeza pode nos impulsionar para novas ações criativas, para uma nova maneira de viver a vida. Mas é desanimador assistir ao que, por interesses escusos, a imprensa do Rio e de São Paulo tem feito contra os compositores, músicos e cantores brasileiros nos últimos meses. E é desprezível que senadores e deputados, alguns de partidos que se vangloriam de serem de esquerda, abracem uma campanha sórdida contra os autores e a favor das grandes empresas de comunicação. Porque, por exemplo, eu devo pagar a tv a cabo e ela não paga os direitos autorais?
FERNANDO BRANT - compositor e presidente da União Brasileira de Compositores (UBC)
VOCÊ SABIA ...

O maior produtor de oxigênio são os oceanos e mares em virtude das algas serem grandes e produtoras de oxigênio?
A unha da mão cresce 4x mais do que a unha do pé?
A matéria prima do chocolate é o cacau brasileiro, que em conjunto com o leite saudável dos Alpes Suíços, produz o melhor chocolate do mundo?
Um prato de feijoada leva de 6 a 8 horas para ser digerido?
O músculo mais forte do corpo humano é a língua?
Uma pessoa normal tem de 120 a 150 mil fios de cabelo na cabeça?
40 mil garrafas e latinhas de Coca-Cola são vendidas no mundo por segundo?
4% da riqueza do mundo é o suficiente para saciar as necessidades básicas do mundo?
Alguns insetos conseguem viver até um ano sem a cabeça?
O "quac" de um pato não faz eco, e ninguém ainda sabe explicar porquê?
Antes da II Guerra Mundial, a lista telefônica de Nova Yorque tinha 22 Hitlers, e depois dela não tinha mais nenhum?
Os glóbulos vermelhos são as únicas células sem núcleo do nosso organismo?
13 segundos é o recorde de tempo de voo de uma galinha
O crocodilo não consegue pôr a lingua para fora?
É possível fazer uma vaca subir escadas mas é impossível fazê-la descer?
O orgasmo do porco dura 30 minutos?
quinta-feira, 7 de julho de 2011
COPROLALIA

Termo médico para xingamentos incessantes e é um raro sintoma da Síndrome de Tourette. Os números publicados variam muito, mas relativamente poucas pessoas com a Síndrome de Tourette apresentam coprolalia, que atinge mais homens do que mulheres. Normalmente, aparece entre os quatro e sete anos de idade, após o início de tiques, atinge o limite na adolescência e diminui consideravelmente na fase adulta. Já foram documentados casos de pessoas surdas, com coprolalia relacionada a Síndrome de Tourette, usando sinais para xingar excessivamente.
Estudos fizeram uma ligação entre a Síndrome de Tourette, a coprolalia e o gânglio basal do cérebro. Médicos pesquisadores começaram a desenvolver uma teoria dizendo que o mau funcionamento do gânglio basal contribui ou é responsável pela Síndrome de Tourette e pela coprolalia. A coprolalia também tem paralelos interessantes com palavrões usados diariamente: ambos tendem a ser mais usados por homens mais jovens.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Antonina é cenário de O Astro

Durante seis dias da última semana, a histórica Antonina, no litoral do Paraná, ficou um pouco mais cinematográfica. A praça, que era pacata, ficou cercada de curiosos, assim como as vielas que serviram de cenário para as gravações de O Astro, nova minissérie da Rede Globo que revisita a telenovela original de Janete Clair (1977) e comemora os 60 anos da teledramaturgia brasileira.
Na época, o país parou para tentar desvendar o mistério: quem matou Salomão Hayala?. Com 60 capítulos, a estreia da nova versão está prevista para a metade de julho. Data de estreia e horários ainda não foram definidos.
Atores do Paraná integram elenco de apoio da produção
Um elenco de paranaenses foi recrutado para papéis secundários em O Astro. Nomes que já estiveram em filmes nacionais importantes (como O Estômago, de Marcos Jorge, e Corpos Celestes, de Jorge e Fernando Severo), ou que são de grupos teatrais bastante conhecidos em Curitiba, foram escolhidos pela Globo. Entre eles, Luiz Brambilla, Danilo Correia (do grupo Antropofocus), Rafael Magaldi, Chico Nogueira (diretor, ator e professor da Faculdade de Artes do Paraná desde 1988) , Zeca Cenovicz, Mariana Zanette (de Morgue Story: Sangue, Baiacu e Quadrinhos), entre outros.
“Curitiba tem excelentes grupos de teatro e sabemos da formação de bons atores aqui”, diz o diretor geral Mauro Mendonça Filho. As cenas de ação surpreenderam Mariana Zanette, que é a comandante da trupe que quase pega Herculano quando ele está chegando na delegacia da cidade para se entregar. “Estamos correndo no sol desde a hora que chegamos, e neste petit-pavé, ainda por cima. Estou acostumada com o fato de trabalhar a parte física, já que fazemos muito exercício no teatro, mas a gravação foi bem inesperada.” Ela acredita que o fato de a minissérie mostrar a cidade pode ajudar a impulsionar o turismo. “É uma cidade linda, vai ser um bom impulso depois de tudo que ocorreu.”
Já Rafael Magaldi (que gravou participações no seriado A Grande Famíliaa na novela Desejo Proibido e no especial Por Toda a Minha Vida) , diz que o mais difícil nas gravações foi liderar os figurantes. “Mais de uma vez, tivemos de refazer a cena porque alguém riu em um determinado momento.”
- Saiba mais
- Primeira versão de O Astro
A releitura, de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, com direção geral de Mauro Mendonça Filho começa em uma cidade fictícia chamada Bom Jesus do Rio Claro, berço do protagonista Herculano Quintanilha, interpretado por Rodrigo Lombardi (na trama original o papel era de Francisco Cuoco, que nesta versão faz Ferragus, espécie de tutor de Herculano na prisão).
Dono de uma loja de quinquilharias ao lado da Igreja Matriz da cidade, Herculano chega à conclusão de que o lugar não comporta mais suas ambições. Para isso, monta um plano que consiste em arrecadar donativos para a igreja e ficar com boa parte da verba.
A armação, porém, falha, já que o parceiro de golpe de Quintanilha, Neco (Humberto Martins), foge com o dinheiro. A cidade descobre e vai atrás de Herculano, literalmente. Grande parte das cenas gravadas em Antonina traz pessoas correndo para caçar o “vigarista” aos gritos de “Pega ladrão!”. Para isso, 200 pessoas foram recrutadas como figurantes.
Quem pensava que era fácil fazer televisão, enganou-se. Ao ouvir o diretor anunciar, talvez pela décima vez, que toda a correria deveria de ser refeita, muitos figurantes reclamavam baixinho: “Mas, de novo?”. Um grupo de oito meninas que trabalharam durante toda a semana, debatiam animadas sobre qual dos galãs (Rodrigo Lombardi ou Humberto Martins) era o mais simpático. “O Humberto também é lindo, mas eu prefiro o Rodrigo. O problema é que eles (produção) não deixam chegar muito perto. Sempre dizem que ainda não é a hora de tirar uma foto”, lamentou a figurante Camile Bárbara dos Santos.
A equipe de 50 pessoas que veio ao Paraná para gravar fez com que três hotéis de Antonina se dividissem para atender a todos os profissionais – nada mal para uma cidade que recupera-se da tragédia das chuvas, ocorrida em março. A escolha, aliás, não foi ao acaso e também teve a ver com a catástrofe. A Rede Globo não queria repetir o já batido cenário das cidades históricas de Minas Gerais e, como havia escolhido Curitiba para fazer as cenas de Herculano preso (no desativado presídio do Ahú, com 180 figurantes), pesquisou cidades históricas da região. “Sabemos que de alguma forma ajudaremos a movimentar a economia da cidade, o que é muito bom”, diz o diretor.
Segundo Mendonça, o cenário de Antonina e Morretes (algumas cenas foram gravadas na cidade) gerou uma mudança estética. “Encontramos não só uma arquitetura e uma cor diferente, como também um povo muito cortês. Mudaram as caras também, já que muita gente tem a pele mais branca e é descendente de poloneses. Ficam fisionomias diversas, o que é maravilhoso.”
O protagonista Rodrigo Lombardi se disse “encantado” pela cidade. “Ela (Antonina) tem quadros maravilhosos, como a igreja com esse mar aberto. Tem vielinhas incríveis, cinematográficas mesmo. Ficamos boquiabertos. Se parece muito com uma cidade cenográfica.” Imagens aéras de Serra do Mar e do trem de Curitiba para o Litoral, com cerca de 80 figurantes, também foram filmadas no estado. Atores como Sérgio Mamberti, interpretando o Frei Laurindo, e o paranaense Luthero de Almeida, como coronel, gravaram na região (leia texto abaixo).
Inspiração
Apesar do personagem de Lombardi ter sido marcante na versão original, ele acabou não buscando tantas referências no que Cuoco fez em 1977. “Assisti pouca coisa para não ter de ficar presa a ela. Trago o meu Herculano. O personagem é um clássico da dramaturgia, o que facilita, porque todos têm a expectativa de ver, mas gera uma comparação inevitável. Tentei buscar a energia do astro anterior.” O ator quer manter a essência do “anti-herói humano” trazido já por Janete Clair. “Todo mundo falha e erra. Na condensação dos capítulos, isso é algo que procuramos deixar bem marcado.”
O fato de a série ser uma releitura da novela mudará muitos pontos da trama, explica o diretor. “Você parte do zero. Pega a ideia, as tramas principais e os bons diálogos, o que dá 30% do total”. Não se sabe se o maior suspense original, da morte de Salomão Hayala (que será interpretado por Daniel Filho), será mantido. “Não sabemos se subverteremos isso ou se criaremos uma nova questão. O suspense começa agora”, disse Lombardi.
No Paraná, também gravaram os atores Marcella Muniz (como Doralice, ex-mulher de Herculano), e Bernardo Marinho (Alan, filho do protagonista). O elenco conta ainda com Carolina Ferraz (como Amanda, o grande amor de Herculano), Regina Duarte, Alinne Moraes e Marco Ricca, entre outros.
terça-feira, 5 de julho de 2011
A diferença entre o FBI e a CIA

O FBI (Federal Bureau of Investigation) é uma espécie de Polícia Federal dos Estados Unidos, uma agência governamental que possui o papel de amparar a lei através da investigação de violações da lei penal federal. Entretanto, ao contrário do que alguns pensam, o FBI não é um departamento de polícia nacional, mas sim, uma jurisdição diferente para certos tipos de crimes, administrada pelo Procurador Geral da Justiça dos Estados Unidos. Criada em 26 de julho de 1908 pelo promotor público Charles Joseph Bonaparte, o FBI é considerado a maior agência policial do mundo, contando com trinta mil funcionários e atuando em sessenta países.
De uma forma bem simples, a CIA (Central Intelligence Agency) é o serviço de inteligência estadunidense, cujo papel é coletar informações de fontes humanas, avaliar se essas informações ameaçam a segurança nacional, além de informar os responsáveis para que sejam tomadas medidas cabíveis.
O serviço de inteligência estadunidense foi criado para satisfazer uma necessidade estratégica em virtude da Guerra Fria e do avanço do comunismo. Atualmente a CIA perdeu um pouco de sua importância, pois seu trabalho é restrito à investigação de informações de fontes humanas, a obtenção de informações obtidas de sinais de comunicação (SIGINT) é tarefa de outro órgão, a NSA.
Embora o compartilhamento de informações entre o FBI e a CIA possa ser algo comum, existem grandes diferenças entre os órgãos. A maior delas é que, enquanto o FBI possui uma atuação maior dentro dos Estados Unidos, o trabalho da CIA é realizado no exterior. Essa distinção, porém, já foi desrespeitada diversas vezes.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
ENQUANTO VOCE SE LIGA EM BBB, A FAZENDA, NOVELAS...

SÃO PAULO - Por 40 votos a 14, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou hoje em segunda votação o projeto que aumenta o salário do prefeito Gilberto Kassab (sem partido) e de seus 27 secretários. Os vencimentos de Kassab vão passar de R$ 20 mil para R$ 24 mil. O salário dos secretários terá reajuste de 250%, de R$ 5.504,35 para R$ 19.294,10. .
A votação definitiva desta segunda-feira foi realizada sob gritos de 'vergonha' da arquibancada da casa. Toda a tramitação do projeto levou apenas duas semanas. O impacto estimado nas contas públicas é de R$ 4,8 milhões.
Em fevereiro, o prefeito já havia aumentado seu salário sem alarde, com base em um decreto de 1993, de R$ 12 mil para R$ 20 mil. O reajuste está sob investigação do Ministério Público Estadual. Pela Lei Orgânica do Município, só a Mesa Diretora da Câmara pode fixar os vencimentos do chefe do Executivo.
ME ENGANA QUE EU GOSTO
Miriam Belchior já havia alertado de que o corte no orçamento atingiria diáriasO corte de gastos promovido pela presidente Dilma Rousseff (PT) neste ano está prejudicando o trabalho de fiscalização e combate à corrupção. A denúncia é da Associação Nacional dos Auditores Federais de Controle Interno (Anafic), que representa os profissionais de nível superior da Controladoria-Geral da União (CGU). Dados do próprio governo federal mostram que houve queda de 70% na verba destinada às viagens do pessoal da CGU. Sem poder visitar os municípios, os auditores dizem que não é possível acompanhar a execução de obras e projetos.
De acordo com dados do Portal da Transparência do governo federal, até sexta-feira passada a CGU tinha recebido apenas R$ 859,2 mil para bancar diárias de funcionários, e outros R$ 294,2 mil para custear as passagens. A média mensal destinada a cada atividade foi, portanto, de R$ 143,2 mil e R$ 49 mil, respectivamente. Valores bem inferiores à média registrada no ano passado: R$ 575,1 mil para hospedagem (queda de 75%) e R$ 171,7 mil para as passagens (queda de 71%).
De acordo com o diretor-presidente da Anafic, Márcio de Aguiar Ribeiro, os auditores entendem a necessidade de redução de gastos no governo federal, mas criticam o corte em uma área tão sensível, que é o combate à corrupção. “É um discurso contraditório. O governo quer reduzir os gastos, mas acaba inviabilizando o trabalho de um órgão que faz o controle da despesa pública”, afirmou.
Outro lado
Ações voltam no segundo semestre
A Controladoria-Geral da União (CGU) confirmou, por meio de nota, que algumas ações de fiscalização e combate à corrupção não foram realizadas neste ano. “O que estamos fazendo é adiar algumas ações para o segundo semestre, esperando que a situação melhore”, diz a nota. Segundo a CGU, o órgão está estudando outras formas de fiscalizar a execução de obras que usem dinheiro da União.
Uma das medidas é impedir que as prefeituras façam o saque das verbas do SUS na boca do caixa. O órgão não detalhou a medida, mas informou que já fez a sugestão à presidente Dilma Rousseff para baixar um decreto sobre o assunto.
Na nota, o órgão ressalta que “a redução no orçamento da CGU é a mesma que atingiu todas as áreas de fiscalização do governo”, e que esse corte seria de apenas 25%. A controladoria informa que está concentrando a redução de despesas de custeio. A Presidência da República não quis se manifestar sobre o assunto.
Vistorias
Um dos principais programas da CGU, o da fiscalização dos municípios, está sendo diretamente afetado, explicou Ribeiro. Pelo menos uma vez por semestre a União promovia um sorteio para definir 60 municípios (entre aqueles com até 500 mil habitantes) que terão seus contratos com o governo federal analisados por auditores. Os profissionais da CGU vão até as cidades, examinam contas e documentos e inspecionam pessoalmente obras e serviços em realização.
Entretanto, o sorteio previsto para ocorrer em 2 de maio não foi realizado e postergado para agosto. O sorteio seguinte está previsto para outubro, mas pode ser alterado. Enquanto isso, os auditores têm concentrado o trabalho em Brasília e proximidades. “O critério de trabalho não é mais dar atenção para aquilo que tem mais relevância, mas sim para o que vai demandar menos recursos”, declarou Ribeiro.
O trabalho promovido pela Corregedoria-Geral da União também está sendo prejudicado, segundo a Anafic. “A investigação de fraudes envolvendo funcionários públicos federais não pode ser feita, pois os auditores não fazem viagens para realizar oitivas e ouvir testemunhas”, relatou.
O orçamento da CGU para este ano é de R$ 681,3 milhões, 2% abaixo do autorizado para 2011 (R$ 696 mil). As despesas totais da União giram em torno de R$ 1,9 trilhão. Em janeiro, o governo federal decidiu cortar R$ 50 bilhões das despesas. Na época, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anunciou que as diárias de funcionários públicos seriam reduzidas. Ela enfatizou que a partir de então seria preciso “fazer mais com menos”.
Publicado em 04/07/2011 | Rosana Félixsábado, 2 de julho de 2011
PERDA DOS VALORES MORAIS
Rede Globo contribui muito......mais um texto da minha autoria, escrito mais um avez em período fértil de ideias e...tempo.
Fiquem bem
Na actualidade, e cada vez mais, podemos dizer que vivemos numa grande aldeia, a chamada “aldeia global”, onde podemos estar informados de tudo o que se passa à nossa volta, em qualquer país ou região. O espectacular desenvolvimento das telecomunicações (Internet, videoconferência, telefax, etc.) reduz as distâncias entre os países, abre fronteiras, derruba barreiras. A informação espalha-se por todo o lado, onde hajam os tais meios de comunicação. A própria televisão, é um dos meios de difusão mais generalizado e eficaz.
Quando falamos em valores morais, devemos lembrar- nos de que a televisão, a rádio, a Internet, difundem constantemente opiniões, conceitos, ideias, valores, de forma directa e indirecta. Chegam a todos os cantos de um país e têm tendência a generalizar, ou padronizar valores, ou estilos de vida, uniformizando os mesmos. Um exemplo: é cada vez mais difícil preservar costumes, tradições rurais, quando diariamente a televisão lhes transmite valores, estilos de vida, urbanos.
Como sabemos, a economia move o mundo. No caso da televisão, a mesma precisa de publicidade para se sustentar. Esta publicidade, com a ajuda de estudos psicológicos, consegue penetrar nos meandros do nosso, ainda um pouco desconhecido e misterioso subconsciente, levando-nos a comprar até o mais supérfluo, porque nos foi alimentada uma fantasia de momento. Diariamente somos bombardeado por publicidade e mais publicidade. Os próprios programas de televisão, e porque têm de sobreviver com as guerras de audiências, tornaram-se cada vez mais bárbaros, violentos, impróprios. Que valores é que são então veiculados?
O mais importante nesta questão é o de que não há um verdadeiro controlo sobre o que é veiculado pelos respectivos agentes de comunicação social. Predomina no globo uma economia aberta de mercado. As várias multinacionais procuram colocar os seus produtos em todos os cantos do planeta, sendo os meios de comunicação um importante veículo publicitário. Daí a filosofia do oportunismo, do “salve-se quem puder”, da selvajaria capitalista. A filosofia do lucro, da importância dos valores materiais em desfavor dos valores mais elevados, mais nobres, está relacionada com a perda de referências que caracteriza a nossa sociedade. Tal como a publicidade que tenta explorar as fraquezas humanas, não há controlo sobre quem detém os meios de comunicação, ou sobre o que é veiculado, uma vez que o capital, o dinheiro, sobrepõem-se aos valores humanos, muitas das vezes.
O ritmo do nosso dia – a - dia, evidenciado na expressão norte-americana “time is money”, não permite reflectir nos valores humanos. As cidades, por exemplo, são locais onde muitas pessoas se cruzam mas que raramente se encontram. Tudo funciona de forma muito maquinal, muito impessoal, onde cada peça faz parte de uma só engrenagem, da mesma sociedade materialista, consumista. Tudo pode ser vendido, desde que a um preço. E o principal problema é que esta filosofia do oportunismo e os valores materialistas, se generalizaram, globalizaram, por toda a sociedade ocidental, que são os que detêm os meios de produção e as telecomunicações mais avançadas.
Nesta sociedade de ideais materialistas, as pessoas passam a ser objectos. Vê-se com indiferença a dor do próximo, a fome no mundo, porque nos habituamos a ver, com alguma banalidade, um assassinato, crianças a morrer de fome, pessoas carbonizadas ou esvaziadas em sangue. E isto tudo nos noticiários, diariamente, nos filmes norte-americanos, no próprio dia – dia.
A perda de identidade das várias culturas numa só é um dos principais problemas desta globalização que se tem vivido. Se os valores veiculados não forem os melhores, corremos o risco de vermos generalizados comportamentos sem qualquer referência, inqualificáveis.
A violência torna-se então banal, a corrupção generalizada. A sicilianização ocidental tem contribuído para uma degradação de valores e o que é perigoso é que esta pode estar orientada segundo um modelo, um molde, de onde vão saindo “clones” com muito mau carácter.
Antes de mais convém referir que a chamada “aldeia global” não diz respeito a todos os países mas apenas aqueles que detêm os meios de comunicação mais avançados, de forma generalizada. O que é que isto quer dizer? Aqueles meios de comunicação, tais como a Internet, ainda não se difundiram em grande escala pelos países ditos Em desenvolvimento. As diferenças de acesso aos meios entre os países acentua ainda mais as diferenças entre eles.
Com meios de transporte mais avançados, telecomunicações mais poderosas, uma tecnologia mais desenvolvida, os países desenvolvidos têm tirado partido desta globalização para a venda de produtos, para a influência política, para a influência cultural.
Actualmente tudo está interrelacionado, em interdependência mútua. Daí falarmos em globalização. Para além da troca de informações, acentuaram-se as relações comerciais, os movimentos de pessoas e mercadorias. O mundo está em constante inter-relação entre as várias partes, funcionando como um todo.
Naturalmente que alguém fica sempre a ganhar com esta generalização, sobretudo a nível comercial. No final da segunda guerra mundial, por exemplo, a televisão foi considerada, para os EUA, um objecto de estado, pela sua importância na propaganda política norte americana. Os próprios filmes norte americanos, podem ser uma arma ao serviço dos interesses dos mesmos. E a publicidade que circula pelos meios de comunicação? E a Coca – cola que se generalizou de um forma tão espectacular por todo o mundo? E os Teenagers que são influenciados por tudo o que vêm na televisão e filmes?
A globalização é um desafio para a nossa sociedade. É o desafio de sabermos colocar uns valores à frente de outros menos nobres. É o desafio de termos consciência da sociedade que estamos a construir ou deixarmos construir. É o desafio de conseguirmos educar os nossos filhos, sem os deixarmos demasiado dependentes ou influenciados por tudo o que lhes é impingido pelos meios de comunicação. É o desafio de veicularmos, de forma gratuita, valores humanos, como o amor e respeito pelo próximo, a fraternidade, a honestidade, a lealdade. É também o desafio de sabermos preservar as várias culturas, as tradições, usos e costumes, de sabermos viver e respeitar as diferenças culturais, mesmo entre países, não tentando impingir uns valores, ou formas de cultura a outros. No fundo, preservar a diversidade na unidade global publicado por cerqueira-paulo às 20:59
