sábado, 27 de março de 2010

CONSELHO DE ÉTICA NO MARKETING


Uma campanha publicitária da cerveja Devassa estrelada pela socialite norte-americana Paris Hilton foi suspensa no mês passado por seu forte “apelo sensual”. No país do carnaval, a decisão do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) – que ainda não é final – causou estranhamento.
“Quem deu a liminar, deu baseado em reclamações de consumidores, e, a partir daí, da sua própria convicção de que aquilo estaria desrespeitando a moral prevalecente e na maioria da população brasileira”, avalia Ivan Pinto, professor da pós-graduação em Comunicação com o Mercado da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e ex-presidente do Conar.
As decisões do Conar não são aleatórias mas, muitas vezes (como nesse caso), são subjetivas. A entidade, formada por representantes das agências de publicidade, anunciantes e veículos de comunicação, baseia suas decisões no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, criado há 32 anos.
É este código que determina as diretrizes para o que é aceito – e o que pode tirar uma peça publicitária do ar.
O que diz o código
O artigo do código que trata de decência é vago: diz apenas que “os anúncios não devem conter afirmações ou apresentações visuais ou auditivas que ofendam os padrões de decência que prevaleçam entre aqueles que a publicidade poderá atingir”, o que pode dar origem a interpretações diversas – e que mudam com o tempo.
“Os maiôs que a minha avó usava iam até o meio da coxa, não tinham decote. No tempo da minha mãe, já era menor, tinha alças. E depois tem o mais curto, os biquínis. Então o que era considerado ‘moral inaceitável’ em 1930, ou em 1950, na minha adolescência, são mundos completamente diferentes”, exemplifica Ivan.
O presidente do Conar, Gilberto Leifert, reconhece a dificuldade. “Interpretar padrões morais é um desafio que o Conar enfrenta desde a sua criação. Para isso, contamos com o Código e nosso Conselho de Ética, formado por perto de 180 voluntários representando anunciantes, agências, veículos e sociedade civil”, diz ele.
A ofensa à moral foi usada como base em um processo contra um anúncio do amaciante Mon Bijou que mostrava dois bebês entre lençóis, que supostamente passaria uma mensagem de erotismo. Esse processo, no entanto, foi arquivado pelo Conar, que considerou que não havia malícia nas imagens.
Também dão margem a interpretações outros artigos do código, como os que condenam a publicidade que “revele desrespeito à dignidade da pessoa humana e à instituição da família” ou que possa “favorecer ou estimular discriminação racial, social, política, religiosa ou de nacionalidade”.
Com base nesses artigos, as secretárias conseguiram a suspensão dos anúncios de um filme que levava o nome da profissional da categoria, “Secretária”. Veiculadas entre 2003 e 2004, as peças, que mostravam uma mulher em posição de submissão, foram acusadas de ofender a dignidade e a honra da profissão, e o Conar determinou a sustação da campanha.
“O código diz que é preciso ter respeito á sociedade, conformação às leis, ser honesto e verdadeiro. (A publicidade) deve ser preparada com senso de responsabilidade social. Tem que haver leal concorrência, não deve denegrir a atividade publicitária. Decência, honestidade, não apelar para medo, superstição e violência, ter apresentação verdadeira”, diz o professor da ESPM.
Alguns assuntos, como bebidas alcoólicas e publicidade envolvendo crianças, merecem atenção especial. O código do Conar determina, por exemplo, que anúncios de bebidas levem a frase “beba com moderação” – o que fez com que a Nova Schin “limasse” a frase “experimenta com moderação” de sua publicidade.
Outros casos
Ivan Pinto lembra outros casos famosos que resultaram na retirada de campanhas publicitárias. Um deles é o do batom Boka Loka, em que a personagem, depois de derrubar as compras e ser molhada pela água espirrada por um carro, articula, em câmera lenta, um palavrão – cujo som, no entanto, não é ouvido.
“(Como relator do processo) eu opinei que a maioria das pessoas não se sentiria bem com pessoas articulando palavrões [no intervalo da] na novela”, diz Pinto. Após votação, no entanto, a peça teve parecer favorável do Conar. “Foi informado à tevê que podia ser veiculado. Mas a tevê, com a autoridade que tem, não veiculou”, conta ele.
“Tem outro caso interessante, de um anúncio com uma fotografia feita quando a Hillary Clinton era esposa do presidente [dos EUA] (...). No ângulo que pegou, acontece aquela coisa que as pernas podem ficar ligeiramente separadas e aparecer a calcinha. Então o anúncio diz: senhor presidente dos Estados Unidos da America, vossa excelência não imagina do que uma Duloren é capaz”, conta. “Obviamente a gente considerou isso, a embaixada protestou, então o relator recomendou a sustação da campanha”.
Como é o processo
O Conar avalia as peças publicitárias depois de sua veiculação, a partir de denúncias feitas por qualquer pessoa – consumidores, empresas associadas e autoridades. Em alguns casos, a iniciativa parte de uma equipe do próprio Conar. O consumidor pode fazer uma denúncia diretamente pelo site do Conar (www.conar.org.br) (não são aceitas denúncias anônimas).
Em casos graves, segundo Leifert, presidente do órgão, uma decisão prévia pode sair em poucas horas, por meio de uma liminar recomendando que a peça publicitária deixe de ser exibida até o seu julgamento.
Normalmente, no entanto, o processo leva entre 30 e 40 dias. Após recebida a denúncia, um dos membros do Conselho de Ética é nomeado relator do processo e fica responsável por avaliar a denúncia e a defesa, formulando um voto que é levado à votação dos outros membros da Câmara. “Os processados podem estar presentes e se defender de viva voz na sessão de julgamento. Os casos subjetivos, como o são frequentemente aqueles envolvendo moralidade, são dirimidos pelo voto dos conselheiros, havendo duas instâncias de recurso contra a decisão inicial”, explica Leifert.
“A regra é que tenha sempre a possibilidade de uma segunda câmera, de apelação. Se houve unanimidade, acabou. Se não, vai para um plenário. Então às vezes um processo pode demorar um pouco”, diz Ivan Pinto.
A decisão do Conar não tem poder de lei. “O anunciante pode não obedecer, mas os veículos, em 99,99% dos casos acatam a recomendação do Conar e retiram do ar o anunciante. Os veículos, palmas pra eles, são os grandes responsáveis pela aplicação das decisões do Conar, diz o professor.

CURITIBA 317 ANOS - UMA FELIZ CIDADE

quinta-feira, 25 de março de 2010

SAME MISTAKE - JAMES BLUNT (Tradução)

BAIRROS DE CURITIBA - MERCÊS


Desde o século 18 os habitantes da região que inclui o atual bairro das Mercês são conhecidos pela devoção à Nossa Senhora das Mercês. No século 19, várias famílias de imigrantes alemães estabeleceram-se na região. Em 1929, o bairro ganhou a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, construída por freis capuchinhos e elevada a Paróquia em 1951.
As Mercês abriga importantes construções históricas e artísticas. Além da Igreja, a Torre panorâmica da Brasil Telecom (quadro ao lado) é uma edificação marcante de Curitiba. O Canal da Música também integra o circuito cultural da cidade.


A Torre Panorâmica
Inaugurada em 1991 com 109,5m, a Torre panorâmica da Brasil Telecom, no bairro das Mercês, abriga o museu do Telefone e um mirante de 360° que permite visualizar praticamente toda a cidade de Curitiba. É o ponto mais alto da cidade.


Entrada do Canal da Música. No mesmo conjunto arquitetônico funcionam, também, a Rádio e TV Educativa do Paraná. Fica na rua Júlio Perneta, 695, Mercês. Tel. (41) 3317400.


quarta-feira, 24 de março de 2010

A RUA MAIS FAMOSA DO PAÍS


A rua Vinte e Cinco de Março localizada na cidade de São Paulo, SP, considerada o maior centro comercial da América Latina, pois consiste em um dos mais movimentados centros de compras varejistas e atacadistas da cidade.
Um dos grandes entraves do comércio local é o alto número de barracas de camelôs que disputam espaço com as lojas comerciais, vendendo os mais diversos produtos nacionais e importados, sem o reconhecimento oficial.
Nas suas proximidades existem diversas galerias que vendem produtos importados a baixo custo, com destaque aos aparelhos eletro-eletrônicos, podemos citar a Galeria Pagé, conhecida pela grande gama de produtos postos à venda, Shopping 25 de Março entre outros estabelecimentos comerciais.
Seu nome é uma homenagem dada pela câmara municipal e poder executivo, referente ao dia em que foi redigida a primeira Constituição brasileira de 1824. Foi outorgada pelo imperador D. Pedro I

63 ANOS DE ELTON JOHN


Nascido Reginald Kenneth Dwight em 25 de março de 1947, cresceu em Pinner em uma council house que pertencia a seus avós maternos. Filho de Sheila Eileen (Harris) e Stanley Dwight, foi educado na Pinner Wood Junior School, Reddiford School e mais tarde na Pinner County Grammar School, onde mais tarde iria adquirir uma bolsa de estudos para a Royal Academy of Music.
Quando Elton John começou a se interessar pela carreira musical, seu pai, antigo tenente da RAF, tentou o convencer a seguir uma carreira mais convencional. Os pais de Elton eram ambos músicos. Seu pai tocava trompete em uma banda amadora chamada Bob Millar Band, que animava festas formais.
A família de Elton John era uma exímia colecionadora de álbuns, o que o fez se interessar pelo estilo de Elvis Presley e Bill Haley & His Comets durante a década de 1950.


Interesse pela música

Elton John começou a tocar piano com 3 anos de idade e dentro de 1 ano foi selecionado para o "The Skater's Waltz" de Winifred Atwell. Elton John logo contava com uma rotina agitada de tocar em festas e reuniões de família e começou seus estudos de música aos 7 anos. Elton se tornou um aluno de destaque nas escolas onde estudou música, sendo comparado com Jerry Lee Lewis por seus colegas de classe. Aos 11 anos, Elton John conseguiu uma bolsa de estudos para a Royal Academy of Music, até hoje uma das instituições musicais mais respeitadas do Reino Unido.
A mãe de Elton John, Sheila, embora fosse mais rigorosa com ele, era também mais carinhosa e dedicada do que o pai, Stanley. Stanley Dwight é decrito por Elton como um pai desnaturado e grosseiro, que já o agrediu verbalmente várias vezes. Quando Elton tinha 15 anos de idade seus pais se divorciaram e sua mãe foi viver com um pintor local chamado Fred Farebrother. Fred se tornou um padrasto carinhoso para Elton John e assumiu o lugar de figura paterna que seu pai biológico nunca assumiu.

terça-feira, 23 de março de 2010

ATENÇÃO SENHORES PAIS!!!



Um homem de 33 anos acusado de pedofilia foi detido em Paranaguá, no Litoral do Paraná. Ele é suspeito de violentar uma garota de sete anos dentro da residência dele. O acusado é um ex-policial militar e foi preso em flagrante depois de ser reconhecido pela vítima. A prisão, realizada na última semana, foi confirmada nesta terça-feira (23) pela Polícia Civil do município.
O delegado titular de Paranaguá, Leonardo Guimarães, explica que as autoridades chegaram até o suspeito depois de uma denúncia realizada pela família de uma menina de sete anos. De acordo com a polícia, na última quinta-feira (18), a garota saiu de casa para ir ao supermercado e ficou cerca de uma hora desaparecida. Ela foi encontrada pelos pais e contou que havia sido violentada por um homem mais velho. “O rapaz disse para a menina que era um amigo da família e que a levaria para casa. Ele até fingiu que falava com a mãe da garota no telefone”, relata o delegado.
Na delegacia, a vítima conseguiu repassar aos policiais informações do agressor, do veículo que ele utilizou e da residência para onde foi levada. “No mesmo dia fizemos uma campana na casa do suspeito. Quando ele chegou, acabou detido”, diz Guimarães. O delegado afirma que as características do homem e da casa dele corresponderam com o que a menina havia relatado à polícia.
As autoridades vão investigar se o suspeito está envolvido com outros crimes do mesmo tipo. “Esta garota nos disse que viu uma máquina fotográfica com fotos de outras crianças. Apreendemos o aparelho, mas não havia nenhum registro”, conta Guimarães. Na casa do acusado, nenhum computador foi localizado. Foram apreendidos diversos DVDs piratas, mas nenhum conteúdo criminoso foi encontrado.
O homem preso está detido na carceragem da delegacia de Polícia Civil de Paranaguá e vai responder por estupro de vulnerável (contra menores de 14 anos). O crime prevê reclusão de 6 a 10 anos.

segunda-feira, 22 de março de 2010

QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER

INDIGNAÇÃO ESTUDANTIL



A insatisfação com as irregularidades na Assembleia Legislativa do Paraná, denunciadas pela Gazeta do Povo e pela RPCTV, vai ganhar as ruas a partir de amanhã. Pelo menos é essa a intenção do movimento estudantil do estado. A União Paranaense dos Estudantes (UPE) e a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) prometem realizar uma manifestação amanhã, a partir das 13h30, em frente à Assembleia, no Centro Cívico, em Curitiba.
“Estamos conversando com outros movimentos sociais para ver se eles aderem. Mas o movimento estudantil está fechado na questão”, diz Camilo Vanni, secretário-geral da UPE.

Em nota, a UPE e a Upes afirmam que não irão tolerar a irresponsabilidade de não denunciar e punir todos os envolvidos no escândalo dos diários secretos da Assembleia. As duas entidades exigem que sejam instaladas imediatamente medidas que garantam a total transparência de todas as publicações e documentação do Legislativo paranaense.
“Ficamos enojados ao saber que agricultoras, trabalhadores e trabalhadoras, que mal tem possibilidade de garantir sua alimentação, que vivem com uma renda muito menor que um salário mínimo, foram usadas como ‘laranjas’ em um esquema milionário de corrupção que se instalou nessa Casa”, diz a nota enviada pelo movimento estudantil. O texto se refere às agricultoras Jermina Maria Leal da Silva e Vanilda Leal, que moram em Cerro Azul, a 100 quilômetros de Curitiba. As duas vivem em casebres de madeira e recebem o Bolsa Família para se sustentar. Mas “receberam” R$ 1,6 milhão de pagamentos da Assembleia em cinco anos. Elas dizem nunca ter visto o dinheiro.
Sindicatos
Paralelamente ao ato dos estudantes, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) também estuda realizar um protesto no Centro Cívico pedindo investigação das denúncias. “Ainda vamos nos reunir para decidir. Mas já existe um indicativo de realizar uma manifestação no dia 29 de março, aniversário de Curitiba”, afirma a secretária-geral da CUT, Marisa Stedile.
Segundo ela, somente com a apuração do Ministério Público, a sociedade poderá ter as respostas que precisa. “No nosso ponto de vista, a comissão de sindicância da Assembleia não tem nenhuma insenção para apurar as denúncias.”

SESSÃO DA TARDE - TERRA DE GIGANTES




Irwin Allen (1916-1991), criador de séries clássicas como O Túnel do Tempo (1966-1967) e Perdidos no Espaço (1965-1968 - série já comentada aqui), também criou outro programa que até hoje tem muitos fãs espalhados pelo mundo todo: Terra de Gigantes (Land of the Giants). Produzida entre 1968 e 1970, a série narrava semanalmente as aventuras dos ocupantes da nave Spindrift, que caiu num mundo quase idêntico à Terra, mas que era habitado por gigantes. A nave fazia (no "distante futuro" de 1983) um rotineiro vôo sub-orbital entre Nova Iorque e Londres, quando atravessou uma estranha nuvem magnética e perdeu o controle, caindo nessa "Terra de Gigantes". Os "náufragos" eram formados pelos três membros da tripulação da Spindrift: o Capitão Steve Burton (Gary Conway), o co-piloto Dan Erickson (Don Marshall) e a Comissária de Bordo Betty Hamilton (Heather Young) e por quatro passageiros: Mark Wilson (Don Matheson), o menino Barry Lockridge (Stefan Arngrim) e seu cachorro Chipper, Valerie Scott (Deanna Lund) e o Comandante Alexander Fitzhugh (Kurt Kasznar). O grupo era perseguido pelos agentes do governo daquele planeta, que queria capturá-los para estudo - não era a primeira vez que uma nave da Terra tinha caído lá. Havia também os oportunistas que queriam lucrar às custas de nossos heróis, além dos animais gigantes que os ameaçavam e as crianças que queriam usá-los como brinquedos. Enquanto procuravam uma maneira de consertar a nave e voltar para casa, eles acabavam encontrando algum gigante que se dispunha a ajudá-los. O governo do planeta de gigantes era autoritário e vários episódios da série traziam críticas a esse tipo de governante.Terra de Gigantes era a série de TV mais cara da época, com cada episódio custando cerca de 250 mil dólares para ser feito. A maior parte do orçamento era gasta com a construção de objetos gigantescos, que criavam a impressão de que os atores realmente eram os "pequeninos" no mundo dos gigantes. Para poupar custos de produção, dublês só eram contratados quando realmente necessário; a maioria das cenas de ação era feita pelos próprios astros da série, que acabavam se machucando de vez em quando. O excelente tema musical de abertura da série foi composto por John Williams (Superman, Star Wars). Os atores escolhidos originalmente para interpretar o Capitão Steve Burton e a Comissária de Bordo Betty Hamilton, antes que Gary Conway e Heather Young fossem chamados, eram Sam Elliott e Barbara Hershey. Kurt Kasznar nunca gostou de trabalhar na série; só tinha aceitado trabalhar no episódio-piloto por causa do dinheiro e ficou aliviado quando ela foi cancelada em 1970.

VOCÊ É UMA PESSOA ESTRESSADA?


O estresse pode tornar uma pessoa irritada, impaciente e impossibilitada de se concentrar em tarefas. Outras pessoas perdem o sono ou descontam a ansiedade comendo alimentos nada saudáveis.
Para os que sofrem diariamente com situações de estresse, existem boas notícias: independente da falta de tempo e do número de obrigações a serem cumpridas, sempre há uma maneira de controlar o estresse.
Causas do estresse
Basicamente, o estresse surge devido ao número de exigências e obrigações, de diversos níveis, que as pessoas recebem todos os dias. Essas exigências são físicas, mentais, emocionais, e até mesmo de natureza química. A palavra “estresse” é utilizada tanto a situação estressante quanto os sintomas vivenciados sob sua influência (resposta ao estresse).
O estresse ativa o sistema nervoso simpático, estimulando a liberação de hormônios por todo o corpo da pessoa estressada. Esses hormônios dão energia a pessoa, como a reação de “luta ou fuga” (espécie de “alarme” que toca internamente em situações que o corpo se encontra em perigo).

domingo, 21 de março de 2010

TRECHO DA CONVERSA E DO ESQUEMA IMUNDO NA AL


Qual é a sua relação com a Assembleia?

A minha relação com a Assembleia é só a conta bancária.

Como assim?

Chegaram pra mim e perguntaram: “O que é que você quer? Eu preciso da sua conta bancária. Tem de ser alguém de confiança”. Com certeza as pessoas que fazem isso são de confiança. E você tem que confiar também na pessoa porque você entrega o cartão [do banco]. O que me sugeriram, no começo, era trocar por um plano de saúde e eu peguei.

E você deixou o seu cartão?

Sim, deixei nas mãos do assessor. No começo ele recebia. Então ficava com ele o cartão.

Onde o dinheiro era depositado?

Na minha conta e daí ele retirava. Até que, de um ano pra cá, ele passou [o cartão] para minha mão. Hoje eu repasso [o dinheiro sacado] pra ele. Chega a data do pagamento, eu vou na minha agência bancária, na boca do caixa, tiro o dinheiro e repasso pra ele.

Como você entrega o dinheiro?

Em mãos.

Qual é o valor que você recebe por mês?

Não é um valor exato. Tem vezes que vem muito, tem vezes que vem pouco. As vezes vem R$ 1 mil, às vezes vem R$ 6 mil, R$ 7 mil.

Por que tem essa variação?

Eu imagino que colocam mais pessoas para receber em meu nome.

Conhece mais pessoas que participam desse tipo de negociação?

Sim. Nesse gabinete e em outros. São casos iguais ao meu. Pessoas que não trabalham e recebem o dinheiro.

Por que você resolveu denunciar?

Porque eu vi que estou sendo enganada. Sei de pessoas que fazem, que não trabalham, recebem bem mais do que eu e ficam com o dinheiro.

Algum dia você trabalhou na Assembleia?

Não.
Gazeta do Povo
Título modificado por esse blog

sábado, 20 de março de 2010

DILMA BUCÉFALO E O REBOLATION

HOMENAGEM AO GRANDE PILOTO AIRTON SENNA


21/03/1960 - 01/05/1994
SE VIVO ESTIVESSE COMPLETARIA
50 ANOS NESSE DOMINGO
Quando Deus quer, não tem quem não queira."
"Se você quer ser bem sucedido tem que ter dedicação total, buscar o seu último limite e dar o melhor de si mesmo."
"Vencer é como uma droga. Eu não posso justificar, sob nenhuma circunstância, ser o segundo ou terceiro."
"Ser o segundo é o mesmo que ser o primeiro dos perdedores."
"Não existem acidentes pequenos nesta pista." (falando sobre Ímola, pouco antes do acidente fatal).
"Esta será uma temporada com muitos acidentes, e eu arrisco dizer que teremos sorte se nada sério acontecer".
"Eu procuro continuamente aprender mais sobre mim, minhas próprias limitações, as limitações de meu corpo e as limitações psicológicas. É o meu estilo de vida."
"É claro que existem momentos que você pensa quanto tempo ainda você conseguirá fazer isso porque existem outros aspectos não tão bons nesse estilo de vida. Mas eu adoro vencer."
"Correr, competir, está no meu sangue; faz parte de mim, faz parte da minha vida".
"Eu sei que é impossível vencer sempre. Eu só espero que a derrota não venha neste fim de semana".
"Eu não sei dirigir de outra forma senão arriscando. Cada um tem o seu limite. O meu limite está um pouco além do dos outros".
"Se eu tiver que sofrer um acidente que eventualmente custe minha vida, eu espero que seja de uma vez. Eu não quero ficar numa cadeira de rodas. Não quero ficar num hospital sofrendo com os ferimentos. Se eu tiver que viver, eu quero viver plenamente, intensamente, porque eu sou uma pessoa intensa. Eu arruinaria minha vida se tivesse que viver parcialmente." (janeiro de 1994, quatro meses antes do acidente que o matou).
"O impossível não existe quando se acredita verdadeiramente nos sonhos".
"O fato de ser brasileiro só me enche de orgulho." (Ayrton Senna)

sexta-feira, 19 de março de 2010

BBB O LIXO DA TV BRASILEIRA


Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos "heróis", como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE. Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um "zoológico humano divertido" . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os "animais" do "zoológico": o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a "não sou piranha mas não sou santa", o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!). Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.. Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia. Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns). Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo. O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o "escolhido" receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!! Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores ) Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

quinta-feira, 18 de março de 2010

ATENÇÃO SENHORES PAIS ESSA MATÉRIA É IMPRÓPRIA PARA MENORES DE 18 ANOS

"A CASA DOS SONHOS"

A Assembleia do Paraná pagou a 73 pessoas salários acima do valor máximo permitido por lei no caso do Legislativo paranaense (R$ 20 mil), entre janeiro de 2004 e abril de 2009. Foram 641 depósitos nas contas bancárias delas, que totalizaram R$ 59,6 milhões.
Dos beneficiários dos supersalários, 41 estão na lista de funcionários divulgada pela Casa em abril de 2009. Desses, 35 são servidores comissionados – cargos ocupados sem a necessidade de concurso público. Dezenove pessoas não aparecem nenhuma vez nos mais de 700 diários oficiais da Assembleia consultados pela reportagem da Gazeta do Povo e da RPCTV – o que significa que, oficialmente, podem nem ser funcionárias da Casa.


A reportagem procurou algumas dessas pessoas. Dentre elas, há taxista, garçom, pedreiro, empresário, advogada. Alguns nem imaginam o volume de dinheiro que é movimentado em suas contas. Parte diz nunca ter trabalhado para a Assembleia. Outros nem sequer moram no Paraná. São indícios fortes de que, além dos salários acima do que a lei permite, há na Assembleia servidores fantasmas, benefícios a apadrinhados políticos e um possível esquema que usa pessoas inocentes como laranjas para desvio de dinheiro público.
Campeão dos salários
No topo da lista de supersalários está o motorista Wilson Schabatura, de 76 anos, que teve creditado R$ 1,316 milhão em sua conta de 2004 a 2009.
Na semana passada, a reportagem esteve na casa de Schabatura, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, para ouvi-lo. Mas a residência havia sido alugada a uma família conhecida do motorista. Os moradores informaram que Wilson Schabatura está morando em Porto Seguro, na Bahia. No número que consta da lista telefônica baiana em nome do motorista, ninguém atendeu.Os filhos dele, Carlos Girney e Sérgio Antônio, também receberam vultosas quantias da Assembleia. Carlos recebeu R$ 903 mil e o irmão, R$ 1,2 milhão – no período entre 2004 e o início de 2009.
Wilson Schabatura e o filho Sérgio estão na relação de servidores da Assembleia, divulgada em março de 2009. Mas Carlos não consta da lista. Além disso, seu nome não aparece nos diários consultados pela equipe da Gazeta do Povo e da RPCTV.
Bibinho
Parte das pessoas que receberam supersalários da Assembleia de alguma forma está ligada ao diretor-geral da Casa, Abib Miguel, o Bibinho. O casal João Maria Vosilk e Solange Alves Nogueira teve depositados em suas contas, de 2004 a 2009, R$ 2,6 milhões. João Maria é pedreiro e filho de Izidoro Vosilk – o jardineiro que trabalha na casa de Bibinho, no bairro Seminário, em Curitiba, conforme mostrou ontem a Gazeta do Povo e a RPCTV. Na conta bancária de João Maria foi depositado R$ 1,298 milhão. Mas os diários de 2006 a 2009 nunca registraram que o pedreiro foi servidor público da Assembleia.
A mulher de João Maria, Solange, aparece na lista dos servidores da Assembleia, mas ela mesma reconhece que trabalha numa loja. O fato, porém, é que a Assembleia depositou R$ 1,311 milhão na conta dela de 2004 a 2009.
Da família Gbur há duas pessoas – Pierre e Alessandro – que receberam juntos R$ 2,6 milhões da Assembleia no período (R$ 1,291 milhão foi para a conta de Alessandro e R$ 1,282 milhão para a de Pierre).
Os diários oficiais da Casa mostram que Pierre José Gbur foi contratado para trabalhar no gabinete da diretoria-geral, de responsabilidade de Bibinho. Os documentos não trazem a demissão de Pierre, mas os depósitos bancários comprovam que o vínculo permanece.
Pierre trabalha como garçom em uma casa noturna de Curitiba e mora numa residência simples do bairro Boqueirão. Ele recebeu a reportagem no portão de casa e admitiu que nunca trabalhou no Legislativo. “Eu sou garçom”, disse. Negou também ter recebido dinheiro da Assembleia. “Não tenho conhecimento dos depósitos. Se tivesse ficado com esse dinheiro, meu carro não estaria com [ordem de] busca e apreensão”, disse ele.
A situação de Clori de Oliveira Gbur, mãe do garçom, é semelhante. A Assembleia fez dois depósitos de R$ 35 mil em agosto de 2006 e, dois meses depois, mais um no valor de R$ 31 mil. De 2004 até início de 2009, a conta bancária de Clori recebeu R$ 1,1 milhão da Assembleia. A reportagem não localizou Clori, mas seu filho, Pierre Gbur, falou que ela está se aposentando e que trabalha em um posto de saúde. Segundo ele, a mulher também não recebeu dinheiro da Assembleia.
Ontem, a Gazeta do Povo e a RPCTV já haviam mostrado outros casos de pessoas ligadas a Bibinho em cujas contas foram depositados somas que ultrapassam o teto constitucional. Lorete Prevedelo Pequeno Cury chegou a ter depositados em suas contas até R$ 35 mil mensais. Entre 2004 e início de 2009, foram R$ 1,2 milhão. Ela, que mora em Balneário Camboriú (SC), é filha de Douglas Bastos Pequeno, contador da fazenda de Bibinho em Goiás.
Gina Prevedelo Pequeno, irmã de Lorete, também recebeu em suas contas quantias acima de R$ 20 mil em alguns meses de 2004 a 2009 – assim como seu filho, Erick Salles. Viviane Bastos Pe­­queno, filha da atual esposa do contador do diretor-geral da Casa, também está na lista de supersalários.
A cunhada de Bibinho, Josemi de Lara Cichon, é outra na relação de supersalários. Na conta bancária dela a direção da Casa depositou R$ 460 mil de 2004 ao início de 2009. Josemi não aparece como servidora da Assembleia nos diários oficiais.
A reportagem procurou o diretor-geral do Legislativo para ouvi-lo sobre os servidores que ganham supersalários. Mas não obteve retorno. Por Gazeta do Povo e RPC, com título modificado.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A SUA BENÇÃO PADRINHO!


Abib Miguel, o Bibinho, em uma imagem rara: o diretor-geral da Assembleia é discreto, não gosta de ser fotografado e não dá entrevista. Mas é um dos homens fortes da Casa, responsável pela gestão de um orçamento anual de R$ 319 milhões

Nos bastidores
O todo-poderoso
Diretor-geral da Assembleia tem pelo menos 20 apadrinhados que receberam R$ 11,2 milhões da Casa. Parte deles nem sequer trabalha no Legislativo
Um dos homens fortes da As­­­sem­­­bleia Legislativa do Paraná é uma pessoa de bastidores, bastante discreta. Abib Mi­­­guel, o Bi­­­binho, é o diretor-geral da Ca­­­sa. Não demonstra o poder que detém. Nem o patrimônio que construiu ao longo de décadas de trabalho no Legislativo paranaense.
Respeitado pelos deputados estaduais, mas desconhecido pela população, Bibinho se mo­­­ve discretamente. Não permite ser fotografado, não dá entrevistas e costuma circular pouco pelos corredores da Assembleia.
Ganhou prestígio atuando como fiel escudeiro do ex-presidente da Casa Aníbal Khury, que comandou a Assembleia em diversos períodos das décadas de 80 e 90. Com a morte de Aníbal, em 1999, Bibinho não perdeu força. Foi mantido no cargo pelos dois presidentes que se revezaram no poder desde então: Hermas Brandão e Nelson Justus.
É gestor de um orçamento gordo – de R$ 319 milhões em 2009. Mas não tem a caneta para nomear e exonerar servidores do Legislativo – atribuições que cabem ao presidente e ao primeiro-secretário da Assembleia. Ainda assim, no quadro de servidores da Casa há uma rede de pelo menos 20 pessoas que estão ou já passaram pelo Legislativo ligadas ao diretor-geral e que recebem ou receberam salários da Casa. Dez deles admitem que não trabalharam na Assembleia. Alguns prestam serviços particulares para Bibinho. Outros nem sequer moram no Paraná. Essas são as conclusões de uma investigação feita pela Gazeta do Povo e pela RPCTV por quase dois anos, com base em mais de 700 diários oficiais da Assem­­­bleia.
Outros documentos obtidos pela reportagem revelam que a Assembleia fez 624 depósitos nas contas bancárias dos servidores que têm vínculo com o diretor-geral, de 2004 a abril de 2009, somando pelo menos R$ 11,2 milhões – uma média de R$ 18 mil cada depósito.
Jardineiro particular
O trabalho do grupo de funcionários públicos à disposição de Bibinho começa pelo quintal da casa dele, no bairro Seminário, em Curitiba. Lá trabalham o jardineiro Izidoro Vosilk, de 82 anos, e Ana Maria Vosilk, filha dele. A Assembleia depositou na conta de Vosilk, que se declara primo do diretor-geral, R$ 192 mil no período entre 2004 e abril de 2009. Ana Maria recebeu da Assembeia R$ 38 mil no mesmo período.
Gazeta do Povo
Título Modificado

FALSA SEGURANÇA

Os serviços de segurança da inauguração da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), realizada dia 12 de março, foram executados por uma empresa clandestina. É o que aponta o Sindicato dos Vigilantes Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região (Sindivigilantes), que, nesta quarta-feira (17), denunciou o caso à Polícia Federal (PF). O sindicato afirma que a empresa, a J. Nascimento Segurança, não possui registro nem está cadastrada junto a PF, e que, portanto, não pode prestar esse tipo de serviço.
“Consideramos uma irresponsabilidade a segurança de um evento deste porte ser conduzida por uma empresa que não está preparada para isso. Até mesmo pela notabilidade das autoridades que estavam presentes”, disse o presidente do Sindivigilantes, João Soares. A solenidade foi prestigiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e outras autoridades.
Os serviços de segurança privada são normatizados e fiscalizados pela PF. Sem o registro junto a Polícia, a J. Nascimento não poderia estar operando. O Sindivigilantes vai pedir o fechamento da empresa e que os responsáveis pela contratação do serviço de segurança na inauguração da Repar sejam responsabilizados. “Os seguranças clandestinos são pessoas contratadas aleatoriamente e não se sabe a origem e nem o preparo que cada um tem para lidar com situações inerentes a um evento como este”, apontou o presidente.
Representantes do sindicato que estavam na solenidade fotografaram a equipe de segurança e viaturas da empresa. A reportagem telefonou para o número grafado nos carros da empresa e a ligação foi atendida por uma criança, que confirmou que a J. Nascimento Segurança fica sediada naquela residência. O responsável pela empresa, no entanto, estaria em viagem, fora do estado. Pelo celular, ele não foi encontrado. De acordo com o sindicato, a empresa está estabelecida em um sobrado localizado no Bairro Alto.